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« Responder #45 em: Junho 18, 2010, 12:54:09 » |
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A ideia era virar à esquerda e fazer...
Mas decidimos virar à esquerda e fomos...
Tu és de mais!!  Lisinha, és implacável, miúda!  Se o filme não se desenrolasse em Marrocos, onde beber está limitado a locais não públicos, eu até diria que...  Zé Paulo.
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hegos
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« Responder #46 em: Junho 22, 2010, 01:04:48 » |
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Após conferênciarmos um pouco e como o hotel tinha casa de banho comum que pelos vistos não era famosa, lá decidimos arriscar e ir para a casa do marroquino. Não me lembro do nome do homem, vou chamá-lo Ali (não deve estar longe).
A casa era grande, tinha um quintal, uma escada que dava para um terraço e umas 5 ou 6 divisões. As motas ficaram no quintal. Haviam 2 mulheres, que segundo o Ali era a irmã e uma cunhada com um bébé. Apenas o Ali falava Francês, as mulheres apenas árabe ou berbere. Fiquei desconfiado que eram as duas mulheres dele, embora
O banho: Sim! Tomámos banho! Numa das divisões da casa, Numa tina metálica! Água aquecida num balde, água fria no outro e era tomar banho à antiga. Pelo menos suponho que era assim antigamente. Soube bem!
Pois é! O 'amigo' Ali convidou-nos a ficar lá em casa com a familia apenas por causa da 'hospitalidade berber'. Não era pelo dinheiro. O homem tinha chorado que fazia anos nesse dia e tal, que não tinha dinheiro, que vivia com a irmã e se eu lhe dava dinheiro para uma garrafa de vinho ou um maço de tabaco. Perguntei quanto é que custava uma garrafa de vinho, 60Dh.
Como resolvemos ficar na casa do homem pensei comprar 2 garrafas, uma para o jantar ou pra ele. Lá fui 12kms com Ali à pendura sem capacete e borradinho de medo cada vez que eu fazia uma curva mais depressa. "Doucement! Doucement!" dizia e inclínava-se para o lado contrário . Quando chegámos ao sitio da bebida que era um hotel, falou lá com o 'porteiro' e afinal já não era 60Dh, era 100Dh porque o vinho era importado e era caro. Achei logo estranho! Fomos lá dentro e pediu 3 cervejas, bebeu duas, eu a outra Fez uma conversa que eu podia ajudar a familia, dava 50 euros, não era nada para um europeu. Tinha 250Dh em notas. Tirei 50 Dh para pagar as cervejas, 54Dh disse o barman. Disse-lhe logo "Olha agora não há dinheiro para o vinho. Só tenho 150Dh". Não há problema eu falo com o 'porteiro' é meu conhecido e faz um desconto e ... Dei o resto do dinheiro pra garrafa o outro foi buscar a garrafa ele pagou, e com a desculpa de ir lá atrás verter águas, foi receber o troco dos 60Dh. Voltámos para o jantar, eu a pensar 'sacana do marroquino a gamar o guito' na volta qual doucement, houve alturas que pensei 'é agora que ele larga a garrafa'. Alguma vez! Agarrou-se à garrafa como uma pastilha ao sapato! Chegámos a casa, ainda fomos comprar pão e duas coca-colas e uma água. Aquela carinha mudou quando estendeu a mão para receber o troco e eu dei à Cláudia.
Jantar: Comemos uma Tagine no quintal, as mesas estavam em cima de tapetes. Eu a Claudia e o Ali numa mesa, as duas mulheres noutra. Fomos comprar pão, 2 coca-colas e 1 água. Ainda fui com o Ali a uns 12 kms comprar uma garrafa de vinho.
Cama: Uns colchões no chão, dormi bem, mas por precaução afastei as coisas de valor da porta que não tinha fechadura e fechei outras na mala da mota.
Despertar: Nós acordámos cedo, eles ainda dormiam. Despachámo-nos silenciosamente para não incomodar as pessoas, especialmente o bébé.
A casa de banho: A tradicional louça de chão, num cubículo pequeno junto da porta de entrada do quintal. Fui lá de manhã, fico por aqui! Não foi fácil! A Cláudia também foi! Também não foi fácil!
Quando já estávamos quase prontos uma das mulheres (a mais velha) acordou e foi chamar o Ali, que nos ajudou a carregar as malas do quintal para a rua, pois as motos tiveram de entrar sem malas devido à largura da porta.
Despedimo-nos, ele disse que nós ou amigos nossos sempre que lá quisessemos ficar éramos bem-vindos.
O Ali

Tinhamos decidido dar cerca de 150Dh, mesmo valor do hotel, mas depois da cena do vinho ficou pelo 100Dh. Fomos alimentar as motas, afinal também faltavam as moedas da Cláudia e os outros 100Dh tinham desaparecido das minhas calças. Ficámos sem saber se tinha sido o macho ou as fámeas.
Fomos ao correio cambiar um €€, o Ali viu as motas, veio logo todo sorrisos "ça va?" ficou à espera, quando recebi os 300Dh, ainda lhe passaram umas notas à frente o sorriso alargou, mas desvaneceu-se assim que os Dh entraram num bolso europeu.
Seguimos caminho, para sul, Imilchil. Por uma estrada cénica que no mapa michelin aparece como perigosa. É bonita mas é alcatrão :crybaby:, alta e apenas cabe um carro e meio.

Depois de descer chegámos a uma ponte, o alcatrão acabava e o sorriso aumentou


Mas pouco depois voltou a ser alcatrão. Passa por sitios áridos com uma paisagem desoladora e bela ao mesmo tempo

A contemplar a paisagem

Estavamos no silêncio, nem se houviam bichos, de repente começou-se a aproximar um som de música árabe, apenas o som da música, numa curva surge um jovem num burro. Olhei para ele cumprimentei-o e retribuiu, e disse à Cláudia "é a primeira vez que vejo um burro com autorádio, deve ser tunning"
No meio de uma terra quase monocromática um campo de papoilas

Fossile?

Depois voltámos a subir, a certa altura a inclinação aumenta até perto dos 90º a estrada encolhe para a largura de um carro. Se não fosse alcatrão e não houvesse um muro do lado do precipício era pior que o Dadés. Até a mim fez impressão, imagino à Cláudia.

Chegámos a Imilchil, comemos uma bela omelete no mesmo hotel que ficámos o ano passado. Seguimos viagem, tinhamos a tarde toda e íamos para o Todra. Tinhamos encontrado uns espanhóis que nos tinham dito que a pista já não existia, era alcatrão . Mas afinal existem uns troços para desenjoar que ainda estão em obras

No entanto a maior parte está assim

Belas máquinas!

A fauna local. Pensamos que o local não tem ninguém até olharmos à volta.

A estrada já é alcatrão mas as vistas continuam bonitas

Base Jump

Fiquei surpreendido ao ver uma 'manada' de camelos, pensava que nesta zona não houvesse, afinal é montanha.

O Xenon funciona!

O tempo continuava bom, com calor

Mas mais à frente muda, as núvens carregam e ainda apanhamos uma molha. Não parámos! As gotas ainda eram grossas. As gotas eram frescas, já nem estava assim tanto calor, no entanto não era desagradável. Pouco depois passou.
 Uma pena terem ficado os fios eléctricos
A entrada nas gargantas do todra é bonita, com arbustos floridos

Chegámos ao destino, fomos ver os preços ver se a estadia era viável, 250Dh meia pensão, ficámos!

A ida para o hotel e parqueamento foi a vau. A Cláudia com uma passagem tremida (a foto).

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« Responder #47 em: Junho 25, 2010, 23:02:41 » |
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~BOAS
AGORA PERCEBO AQUELA CONVICÇÃO DELA A PASSAR A RIBEIRA NO PASSEIO DE ANIVERSÁRIO,
OU PASSAS OS RIOS SEM MEDO OU EM MARROCOS NÃO VAIS PARA O HOTEL
ABRAÇO
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lisinha
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« Responder #48 em: Junho 26, 2010, 10:08:31 » |
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Ora nem mais! Até porque quem treme não é a Claudia, é o fotografo!!!  tss tss ...hegos? tavas com medo? 
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hegos
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« Responder #49 em: Junho 29, 2010, 22:04:03 » |
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Pois tava.  Já viste se caísse naquela água fria?
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lisinha
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« Responder #50 em: Julho 01, 2010, 09:55:23 » |
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Vá, deixa-te de blás blás blás A vossa viagem acabou aí foi?? 
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hegos
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« Responder #51 em: Julho 03, 2010, 23:24:41 » |
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Vá, deixa-te de blás blás blás
A vossa viagem acabou aí foi?? Roll Eyes Nop! E o melhor está pra vir! Tive de interromper pois tive ausente  Aqui vai! Após guardar as motos e jantar, fomos dar um passeio a pé. É impressionante o que arranjamos pra fazer, ver, falar, etc, quando não existe uma televisão por perto. É caso pra pensar, porque raio se passa tanto tempo de roda daquela caixa?!
As gargantas à noite são mais calmas, sem os turistas de passagem. Aliás, nesta altura não há muitos turistas pois o calor aperta.

Desta vez é que reparei que havia peixes no rio, e que a nascente principal é mesmo junto ao hotel. vê-se mesmo a água a sair da terra.

A cabeceira da cama dava para uma janela. Quando acordei olhei pela janela, andorinhas voavam fazendo acrobacias com precisão cirurgica. Fiquei ali um bocado deitado a contemplar enquanto a cama me prendia sem me deixar sair. Enquanto deitado a vista da janela era esta,

Durante o pequeno almoço surge um bulldozer que ía fazer uma intervenção na topologia hidraulica do rio. O senhor da foto, gerente do 'nosso' hotel dá umas indicações ao manobrador. O gerente do hotel vizinho surge e começa a dar outras indicações ao manobrador. O manobrador já baralhado olha para os dois e encolhe os ombros. Os homens lá discutem o método mais eficaz. Apenas um dá indicação, o outro mete a mão na cabeça "não! não é nada disso!". Os dois dão indicações contrárias. O manobrador já não percebe nada, os dois homem também não. Saímos do hotel, passámos de novo o rio a vau, os homens continuaram sem chegar a um concenso.

Seguimos para Merzouga, via Alnif, pois no GE, nos mapas e cartas de GPS era pista. A pista era de pedra compactada com um derivado de petróleo. 

A paisagem começa a ficar desértica, e a temperatura a subir.

Alguns quilómetros passados e vemos duas motos, paramos, são 2 Suecos numa Africa Twin e Super Ténéré. O moçote da foto, elogia a Cláudia por ser uma moça valente e diz para cuidar bem dela. Depois olha para a KTM e mostra-se interessado, é uma moto que gosta e faz-me perguntas acerca da fiabilidade. Comento que as motas que trazem também são boas e fiáveis, e ele queixa-se dos azares da vida, partiu o amortecedor de trás em espanha e teve de esperar 2 dias, o rectificador de corrente morreu já em Marrocos, seguido da bateria. Dei-lhe a minha opinião acerca da compra de um KTM. "Compra sim! És baixinho, fica-te bem!" , "quanto à fiabilidade não te preocupes! O que esta moto estraga mesmo é o pneu de trás! Morre num instante!"

Seguimos caminho, já farto de 'Goudron' olhava para os oueds e só pensava em andar lá dentro, mas lá me contive durante um bocado.

Mais uns quilómetros e motos fora de estrada, tinham de esfriar os pneus 

pas de goudron 

Já estava farto de alcatrão e este pedacinho foi fantástico.

As pedras parecem ter sido queimadas.

Chegámos cedo a Rissani. A Claudia vinha com um principio de dor de dentes, parámos numa farmácia logo à entrada, onde foi comprado antibiótico. Depois seguimos para um restaurante com um jovem, potencial guia, que nos disse estar a juntar dinheiro para comprar uma mobilite para ir para a escola. Provavelmente tanga, mas um bom argumento! Para variar começámos com uma salada Berber, depois veio Kalia (achei piada ao nome pois é o número 4 em Finlandês), tipo carne picada com molho. É bom! Pela carinha já estava com fome! 

Deixámos as motas junto ao restaurante e fomos dar uma volta a pé, afinal ainda havia muito sol pela frente, e no ano passado não tinhamos parado.
Este burrico estava com cara de sofrer de stress pós-traumático. Imaginei que tivesse sido o burro que o P. Lança assustou na última vez que esteve em Marrocos. 

Visitámos o Mercado de frutas.

O das cabras e ovelhas

Ainda fomos ao souk, acompanhados do promissor mini-guia.

A Claudia tomou o antibiótico durante o almoço. Mas as coisas não são imediatas, e no souk sugeri ir ao ‘curandeiro’ local. Bem! Nunca se sabe! Talvez tivesse um alicate XXL e arrancasse o mal pela raiz  O ‘medecin’ estava ‘arrochado’ a dormir a sesta que apenas falava marroquinês (Árabe ou Berber ou qualquer coisa do género que não se percebe), e acordou com cara de quem tinha uma gripe ou coisa do género. O moço sugeriu uma mistela que estava num frasco. Um elixir para bochechar! A Claudia perguntou: “Esse é que é o médico? Tem cara de doente! Ainda tá pior que eu!”  “Ele está assim porque acordou agora!” De um minuto para o outro o mini-guia saiu e surgiu outro ‘medecin’, este é que era a sério   ! Agora sim! Um ‘medecin’ a sério! Igualzinho ao outro! Olhou para a boca da Claudia como quem escolhe um cavalo. Remédio! O mesmo elixir que o anterior tinha dito. Bochechar 3 vezes ao dia! Não beber quente nem frio! Eu olhei pra Claudia e disse, “É extril marroquino! Deve ser feito de urina de camelo.” O ‘medecin’ lá disse qualquer coisa, e apareceu um copo de água quente, disse à Claudia pra bochechar a água. Água quente e dor de dentes ... acho que até veio a lágrimazinha ao olho! Depois lá bochechou a mistela e aquilo passou um bocado. Pelos vistos sabia mal, devia ser mesmo urina de camelo  Depois o ‘medecin’ lá mostrou uns produtos. Metia num saquinho e quase nos enfiava no nariz quase até ao cérebro, e ía explicando, este é bom pra isto, este é bom praquilo. Um tinha um cheiro que parecia vicks e era para a congestão nasal, se calhar era mesmo. Depois o ‘medecin’ engripado fez pra lá uma coisa ao mini-guia para lhe esticar as costas. Perguntei o que era, e o ‘medecin’ não-engripado quis-me fazer o mesmo, mas sendo baixote não me conseguia levantar e já tava quase a largar as chinelas, a Claudia ria que nem uma perdida. Lá trouxemos o elixir que nunca mais foi usado. Achei piada o ‘consultório/farmácia’ ter um pavão pendurado

Enquanto lá estivemos houve outros locais que lá foram comprar umas coisas. Se calhar até resulta, afinal a medicina é uma coisa antiga.
Por fim chegámos a Merzouga, apontámos para o hotel do ano passado, ainda andámos lá de um lado para o outro nas pistas . Até que decidimos ir para um que tivesse piscina, íamos ficar em Merzouga 2 dias. Andámos mais para a frente e escolhemos o Kasbah Touareg. 220Dh/pessoa. Agradável, rico em fauna.

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« Responder #52 em: Julho 04, 2010, 10:18:38 » |
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Marrocos pelo que mostras aqui deve ser mesmo um sítio obrigatório de se conhecer! Excelente partilha de viagem. Ainda não acabaste a crónica mas parece-me que tudo correu bem felizmente! abraço e votos para que façam mais viagens espectaculares como esta! 
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hegos
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« Responder #53 em: Julho 07, 2010, 00:25:55 » |
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Marrocos pelo que mostras aqui deve ser mesmo um sítio obrigatório de se conhecer! É um sitio que vale a pena, especialmente fora das cidades.
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hegos
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« Responder #54 em: Julho 07, 2010, 00:34:32 » |
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A noite no hotel foi gira, havia sapos, e gatos, e grilos e sabe-se lá o quê mais. A noite estava quente mas o nosso quarto tinha ar condicionado. Aconselhei a Claudia a não ligar, mas ela ligou na mesma e quando cheguei ao quarto tive de correr com os grilos e outros bichos. Os bichinho também gostam de fresquinho. A decisão de ficar em Merzouga tinha um propósito, para além de ser para conhecer a zona a ideia era habituarmo-nos à areia. Começámos por ir ao lago visitar a fauna local. Ver os camelos.

Os patos e flamingos

Demos a volta ao lago e quando tentei aproximar-me das aves, elas fugiram! Talvez por causa do barulho da KTM. Devia ter motor eléctrico. Nem reparei que estava na lama, e a gaja começou a afundar.

A hora de almoço aproximou-se e fomos à caça. A Claudia ainda apanhou duas cabrinhas.

Nota: nenhum animal foi magoado no decorrer desta viagem.
Lá continuámos na nossa demanda off-road sem bagagem em estrada de pedra e terra batida

Depois virámo-nos para a parte mais arenosa. Com o calor procurámos uma sombra para descansar um bocadinho. Debaixo das árvores havia residuos fecais de animais. Então disse à Claudia para não se sentar por causa de prováveis bichos. Claro que ela não ligou nenhuma! De repente ela disse, “Helder! Helder! O que é aquilo? São carraças?” Pois! Dois carrações XXL de competição de estavam a fazer uma corrida em direcção a ela. Ela levantou-se de um salto e os bichos continuaram a sua corrida até desaparecer debaixo de um tufo de ervas.

No meio da conversa (já de pé ), a miuda comenta “Isto era giro era estar aqui uma semana pra aprender a andar na areia” e tal... A minha resposta foi simples, “Porque é que dizes isso? Tu estás aqui! A areia está ali! Ligas a mota e vais curtir, sobes aquela duna e pronto, pra quê esperar?! Nem precisas passar para o outro lado da duna”.
Ela arrancou e atascou logo ali no inicio . Agarrei a KTM enchi o peito acelerei, passei pela Claudia, cheguei ao cimo da duna, a duna desapareceu, apanhei um cagaço do caraças com o salto mas lá me safei.... UFA!!!!
Deixei a mota no outro lado, subi a duna a pé, ainda disse à Claudia “vá! Levanta a mota!”. Mas tive de lá ir! Levantei a mota da Claudia, desatasquei, entreguei e disse - Olha! Agora sais por ali e dás umas voltinhas nesta direcção para te habituares à areia. - Onde é que tens a mota? - No outro lado. - Também quero passar a duna! - Tens a certeza? - Sim. - Então faz assim. Aceleras o suficiente para chegares lá acima, constante ou se veres que perdes velocidade aceleras mais um bocado. Quando chegares quase ao topo tiras o acelerador todo! Olha que aquilo assusta porque parece que o chão desaparece, faz praí uns 40º. Quando a mota tiver a descer dás uma aceleradela que ela estabiliza. - OK! - Percebeste? - Sim! - Então vai.
Ela deu a volta acelerou como se não houvesse amanhã, chegou lá acima com o acelerador igualzinho, dá um grito “AAAAHHHHH!”, vi a traseira levantar e a mota a ‘capotar’ de frente tipo as cenas do Dakar e pensei ‘Ai! Morreu!’
Quando cheguei ao topo da duna a Claudia atordoada tinha praí 1 kg de areia no capacete, e a mota deitada na base da duna virada pra cima

A seta encarnada é o sitio onde a roda da frente tocou a areia, a seta amarela onde a mota se virou (suponho que ela travou a fundo), a seta verde o local de aterragem da Claudia e a seta azul o local onde a mota caiu virada pra cima.
A direcção ficou um bocadote torta.
Resolvemos dar mais umas voltinhas pra animar.

O calor fazia-se sentir, estava na hora de ir para ao pé de água, do hotel? Não! Do oásis!

Mais tarde insistimos na areia e dunas, mas numa parte mais fácil. No entanto andávamos com os pneus com bastante pressão pois alternávamos entre areia e pedra.

Com isto tudo passou a hora do almoço, e a chegou a vontade de trincar qualquer coisa. Dirigimo-nos até ao povoado de Merzouga onde bebemos uns liquidos e comemos umas belas sandes.

O local do repasto. Supershop. Aconselha-se.

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lisinha
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« Responder #55 em: Julho 07, 2010, 11:06:24 » |
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Hummmm, que delicia! E mais?
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